A plataforma Spotify revelou recentemente à BBC que quase 70% do consumo global de músicas de anime vem de ouvintes com menos de 29 anos. Essa informação reforça o impacto da Geração Z na expansão global da cultura otaku, principalmente posteriormente o relatório de 2024 em parceria com a Crunchyroll, que destacou um prolongamento de 395% nos streams de músicas de anime desde 2021.
Outrossim, o número de playlists de anime criadas por usuários no Spotify saltou de 6,7 milhões para 7,2 milhões, embora o serviço não tenha definido exatamente o que compõe uma “anime playlist”.
Músicas de anime no Spotify: uma combinação estratégica
Dois fatores principais impulsionam esse prolongamento: o fácil chegada aos animes por meio de streamings e canais FAST, e a poderoso conexão emocional que eles criam. As produtoras projetam músicas-tema com ganchos dançantes e refrões marcantes para viralizar nas redes sociais, o que garante milhões de visualizações.
Um exemplo notável é o hit “Idol”, da dupla YOASOBI, tema de rombo de Oshi no Ko. A música entrou no top 500 da Apple Music e liderou, por dois períodos consecutivos, a lista de arrecadação de royalties da JASRAC — órgão nipónico de gestão de direitos autorais. O sucesso de “Idol” reforça o papel médio que as músicas de anime desempenham na exportação da música japonesa.
Em entrevista recente, Manabu Otsuka, CEO do estúdio MAPPA (Jujutsu Kaisen, Chainsaw Man), comentou sobre a geração do selo MAPPA Records. Assim segundo ele, a teoria é adequar os animes às músicas encomendadas, ajustando até storyboards e cenas.
Essa fusão entre música e narrativa promete transformar também os palcos, com shows ao vivo baseados em franquias populares.
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Manancial: BBC



